CERILUZ, além da energia.

História da Ceriluz Distribuição

O advento da luz elétrica foi um marco na história da humanidade, pois modificou completamente a sociedade. A eletricidade criou um novo modelo de vida no qual as máquinas estão a serviço do homem, garantindo-lhes um trabalho com maior eficiência e uma vida com muito mais conforto e qualidade. Por estes e outros benefícios, a luz elétrica rapidamente se difundiu pelo mundo tornando-se indispensável tanto para a indústria quanto para a classe residencial. Desde o momento da criação da lâmpada até a metade do século passado, a maioria das cidades de médio porte Brasil já estava eletrificada por intermédio da iniciativa pública. No entanto, a zona rural, assim como as cidades de pequeno porte e os distritos” (que mais tarde emanciparam-se formando novos municípios), continuava à sombra do progresso tecnológico.

Em Ijuí, no noroeste gaúcho, esta situação começou a mudar com a iniciativa de 11 agricultores de uma pequena vila chamada Mauá. Eles observaram uma oportunidade de eletrificar essa vila rural através da criação de uma cooperativa, visto que o cooperativismo vinha recebendo incentivos financeiros do governo estadual. Assim, no dia 20 de agosto de 1966, sob a liderança de Reinroldo Luiz Kommers, nascia a CERILUZ – Cooperativa de Eletrificação Rural Ltda-, com o compromisso de gerir e executar o projeto de eletrificação de 160 propriedades rurais das localidades ijuienses de Alto da União, Linha 06 Leste e Mauá.

No entanto, a tão esperada eletrificação, não aconteceu logo nos primeiros anos da cooperativa. Entraves burocráticos não permitiam a chegada dos prometidos recursos estaduais e assim o sonho de ter luz elétrica no interior não conseguia sair do papel. Enquanto a Ceriluz lutava para que fossem liberados os prometidos recursos para construção dessas redes, a iniciativa publica municipal, atendendo reivindicações, adiantou-se e construiu uma pequena rede que, além de outras localidades, alimentava também o distrito de Mauá. Assim, a intenção inicial dos fundadores da Ceriluz já estava concretizada e a cooperativa ficou sem um propósito definido.

Mesmo a pequena cooperativa estando adormecida, a verba para a construção da rede (já construída pela prefeitura) um dia foi liberada e este dinheiro ficou à disposição da Ceriluz. Assim que souberam da existência desta verba, lideranças de outras comunidades vislumbraram na Ceriluz a oportunidade para continuar a expandir a eletrificação rural de forma mais rápida, já que a lenta burocracia inicial já havia sido superada.

Assim, logo no início da década de 1970, Nilo Bonfanti assumiu a presidência da Ceriluz, tendo como principal meta encontrar apoio para utilizar o dinheiro disponibilizado pelo estado e construir novas redes elétricas na área rural de outros municípios, fazendo da Ceriluz uma cooperativa com mais pretensões do que a proposta inicial. A dificuldade maior estava em convencer a população a se associar à cooperativa e contribuir com seus projetos, sendo que eles aguardavam que a prefeitura os fizesse gratuitamente, a exemplo do que aconteceu no município de Ijuí.

O apoio da população e da iniciativa pública foi encontrado algum tempo depois no município de Catuípe, onde a prefeitura se dispôs a atuar como parceira da cooperativa colocando a sua disposição as máquinas e tudo mais que fosse necessário para que o interior de Catuípe recebesse eletrificação. Esta união de forças foi a alavanca propulsora dos projetos, pois nem a prefeitura, nem a Ceriluz tinham condições de trabalhar sozinhas por isso, foi nesse sistema de parceria que o sonho da energia elétrica finalmente saiu do papel. Em 1973 iniciaram-se os trabalhos que levaram a luz elétrica para quatro localidades do interior catuipano (Três Vendas, Passo Burmann, Engenho Velho e Colônia das Almas).

Passada a dificuldade inicial, a pequena cooperativa só cresceu. Cada vez mais, mais localidades e mais municípios passaram a solicitar os seus trabalhos e a Ceriluz estendeu suas raízes. Nilo Bonfanti administrou a cooperativa por mais 12 anos, sendo substituído em 1983 por Aparício Piccinin que continuou a expansão dos projetos de eletrificação, mas também realizou investimentos na área comercial através da implantação de lojas de eletrodomésticos e bazar.

Em 1992, assumiu a presidência Valdori Dalla Rosa, que iniciou a troca de redes monofásicas por trifásicas e continuou a substituição dos postes de madeira por postes de concreto. Já em 1996 assume da cooperativa o Sr. José Barasuol, que tinha como principal meta transformar a Ceriluz em uma cooperativa auto-suficiente em geração de energia. Assim, duas usinas hidrelétricas foram construídas em sua gestão: Usina Nilo Bonfanti (1999), no Rio Buricá, em Chiapetta, e Usina José Barasuol (2004) no Rio Ijuí, em Ijuí, concretizando seus objetivos.

Com o falecimento de José Barasuol, Iloir de Pauli assume a presidência da Ceriluz em 2005, iniciando uma grande fase de crescimento para a cooperativa. Os resultados da geração de energia e o empenho dos colaboradores e associados estão levando a cooperativa para um novo rumo que busca mais do que a qualidade da energia distribuída, mas também a qualidade de vida do quadro social e o respeito ao meio ambiente.

Hoje a Ceriluz é exemplo no Brasil todo com seus projetos para melhorar a qualidade de vida do quadro social. Além disso, é a única cooperativa brasileira auto-suficiente em geração de energia elétrica e foi a primeira cooperativa de eletrificação a receber autorização da ONU (Organização das Nações Unidas) para comercializar Créditos de Carbono na bolsa de valores, resultado direto pelo investimento em uma geração de energia limpa e renovável. A Ceriluz chegou à quarta década com o espírito jovem, pois se renova sempre que necessário para crescer cada vez mais e com isso impulsionar o crescimento de toda a região.

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Aparício Picinin Valdori Dalla Rosa

José Barasuol Iloir de Pauli


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