CERILUZ, além da energia.

Notícias

Crise mundial vai afetar o setor energético

Publicada em 26/01/2009 por Imprensa CERILUZ
Custo de equipamentos deve sofrer reajuste

Crise é a palavra de ordem no mundo, atualmente. O final do ano passado foi marcado pela explosão de uma grave crise econômica, que iniciou nos Estados Unidos - em razão do fator especulativo no mercado imobiliário, quebrando bancos e derrubando bolsas de valores - e depois atingiu de forma avassaladora a Europa, comprometendo economias poderosas. Agora já tem reflexos no mundo todo, inclusive no Brasil, mesmo que em menor escala. Entre os principais efeitos está à redução do consumo e como consequência o aumento do desemprego.

“É evidente que uma crise sempre afeta a todos e nós temos, infelizmente, certeza absoluta que a Ceriluz também vai ser atingida. Mas, esperamos que lá na ponta, o associado talvez nem sinta este reflexo”, afirma o presidente da Ceriluz, Iloir de Pauli. A expectativa é que a geração própria possa neutralizar a elevação desta energia - mais cara no mercado livre - mantendo a tarifa congelada, como acontece desde 2004. Caso isso não seja possível, Pauli acredita que o reajuste não deverá ser tão significativo.

A situação é bastante ampla e gera incertezas. Para se ter uma idéia, a valorização do dólar deverá acarretar aumento de tarifas aos consumidores, principalmente daquelas concessionárias ou cooperativas que não possuem geração própria. Para contrabalançar esta situação, existe uma tendência de redução do consumo da eletricidade o que deve elevar a oferta. Em maio de 2008 o Operador Nacional do Sistema Elétrico previa um crescimento médio da economia de 5% entre 2009 e 2012 e projetava um déficit no sistema elétrico de 900 MW médios. A partir de outubro, a estimativa do PIB para o período foi reduzida para 4,5%, o operador nacional passou a prever um superávit de 334 MW médios.

O presidente adianta que, em virtude desta realidade há uma previsão de investimentos menores. “A diminuição destes investimentos pode fazer com que o associado não sinta essa crise. É importante lembrar também que a cooperativa já tem uma ótima estrutura de distribuição e, portanto, a qualidade da energia que chegará às residências e indústrias também não será prejudicada”, garante. “A Ceriluz sempre aproveitou as oportunidades, em momentos onde não existia crise para investir em novas estruturas. Vamos colher agora, neste período complicado, os frutos dos investimentos que se fez no passado”, tranquiliza.

Prevenção: Os investimentos na geração de energia são apontados pelo setor energético como a melhor prevenção a esse tipo de crise. “Não é num momento em que as indústrias diminuem o consumo, que o setor elétrico não corre risco nenhum. É preciso ocorrer o contrário, e o setor elétrico precisa estar preparado para que, quando as indústrias aumentam o seu consumo, tenha energia a disposição”, alerta Iloir de Pauli, que também é presidente do Sindicato das Cooperativas de Eletrificação e Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Sindicooper). Esta é a proposta atual da Ceriluz, que além das atuais usinas - Nilo Bonfanti e a José Barasuol - trabalha no projeto da nova, na “RS 155”, como está sendo chamada provisoriamente.

Hoje o projeto da Usina no Rio Ijuí, próxima a RS 155, está em análise final junto a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e todos os documentos necessários já foram entregues junto aos órgãos ambientais. A expectativa é que, em seis meses, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) emita a Licença de Instalação. A Ceriluz tem agora este período, até que saia a LI, para buscar recursos junto aos órgãos financiadores, principalmente o BRDE, fazer a aquisição dos equipamentos e materiais, bem como das áreas de terra, para que, assim que a Fepam autorize, iniciem-se as obras. A expectativa é que esta nova usina devolva a autosuficiência à Ceriluz, como ocorreu nos anos de 2005, situação invertida em razão da elevação do consumo que vem acontecendo anualmente, acima de 10% ao ano. “Isso é muito bom, porque consumo de energia é sinal que alguém está produzindo e há desenvolvimento”, conclui de Pauli.  

 

Topo

Programa Além da Energia

Como ocorre a geração de energia?

Benefícios Sociais

Desligamentos programados

© 2008 - Ceriluz

desenvolvido por Z.