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A Ceriluz está fazendo um novo investimento na sua infraestrutura, que vai beneficiar aproximadamente 5,7 mil famílias associadas. Três alimentadores estão em construção, com o objetivo de substituir redes antigas que estavam sobrecarregadas, utilizando novos materiais e equipamentos. Serão sistemas compactos, que sairão da subestação CEEE/RGE, de Ijuí, estendendo-se até o trevo da Polícia Rodoviária Federal. Ali se dividirão em quatro novas redes, duas na direção de Coronel Barros e outras duas para Bozano, beneficiando também as regiões de Augusto Pestana e Ijuí. “Um terceiro alimentador se divide em duas redes, sendo utilizado para dividir o consumo e manter o equilíbrio no sistema elétrico”, explica o engenheiro eletricista da cooperativa, João Fernando Costa.
O trabalho de construção iniciou ainda em janeiro e a previsão de conclusão é de quatro meses. A instalação depende de desligamentos para fazer a troca do cabeamento e vai exigir o uso frequente da Equipe de Linha Viva, para que o associado não fique muito tempo sem energia. Há novidades também no material utilizado. Na parte inicial da rede serão utilizados cabos ecológicos e nas derivações serão cabos de bitola maior que nas demais redes. O cabo ecológico tem o objetivo de reduzir a necessidade de podas de árvores. “Até então o cabo ecológico havia sido utilizado pela Ceriluz apenas em alguns locais específicos, como áreas de preservação permanente. Mas, esse material é uma tendência já bastante comum em grandes centros urbanos e estamos ampliando o seu uso”, ressalta o técnico eletricista Rúbio Basso.
Com relação aos postes também há diferenciais. Nas demais redes eram utilizados postes de concreto de 2 kN (kilo-Newtons), contudo, na parte inicial serão utilizados postes de 8kN nos setores intermediários e de 30kN – de mais de 5 toneladas - nas regiões angulares. Estes postes que suportam maior esforço estão sendo utilizados pela primeira vez, pelo fato de ser inviável a utilização de estai. Foi necessária inclusive a terceirização de um guincho, para garantir a segurança dos trabalhadores. As ruas estão sendo fechadas nos locais onde operam de três a quatro equipes, próprias ou terceirizadas, além dos técnicos da Linha Viva.
O presidente da Ceriluz, Iloir de Pauli, acrescenta que este será um investimento que vai beneficiar tanto os associados, que receberão energia de melhor qualidade, quanto à cooperativa que terá menos perdas no fornecimento. A estimativa de investimento é de R$ 850 mil, até o término da construção.
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