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Os países que mais se destacam na geração de energia solar são Alemanha, Japão, Espanha e Estados Unidos, responsáveis pelo consumo de 76% da produção mundial de equipamentos. No Brasil as obras neste setor estão bastante atrasadas. A crise econômica mundial e o fato dos investimentos em energia solar apresentarem resultados apenas a longo prazo, acabaram esfriando potenciais investidores. Um dos prejudicados é o projeto de abastecer 15% da Europa com energia solar captada do deserto do Saara, até o ano de 2050. Até agora, a única iniciativa para que o mega-parque se torne realidade é o apoio de algumas grandes empresas, principalmente do setor de energia. No entanto, os altos custos do projeto e as dificuldades em definir os formatos de financiamento devem manter a ideia na gaveta ainda por algum tempo.
Na Alemanha, 20 grandes empresas discutem a formação de um consórcio para fornecer os recursos necessários para a construção de um conjunto de usinas de energia solar no norte da África. O plano prevê um pico de produção de 100 gigawatts (GW), o que equivale a quase toda a potência de geração de energia do Brasil, no fim de 2009.
No Brasil a geração de energia elétrica fotovoltaica é muito baixa, sendo que a única usina solar existente fica em Roraima e gera apenas 0,02 megawatts (MW), utilizada apenas para fins de estudo. Desde 2008 fala-se do primeiro parque de energia solar da América Latina, que deve ser construído no Ceará e terá potência de 50 MW. O elevado custo das placas fotovoltaicas, no entanto, emperram o projeto. O investimento está estimado em 250 milhões de dólares e a expectativa é de iniciar operações em 2011.
Segundo a revista Análise Energia, começam a surgir algumas iniciativas interessantes por parte de governos, como o incentivo do uso de sistemas fotovoltaicos individuais, através do programa Luz para Todos, atingindo regiões que estão fora do sistema convencional de distribuição de energia.
Iniciativas - Um exemplo do bom aproveitamento da energia solar é dado pelo associado da Ceriluz, Luiz Visioli, exemplo trazido pelos alunos da 7ª série da Escola Eusébio de Queiróz, de Catuípe, no Projeto Ambiental realizado pela Ceriluz. Ele possui em sua propriedade rural dois aquecedores de água e um secador de grãos, baseados em energia solar.
Ambos os sistemas são muito simples. O aquecedor precisa apenas de um coletor de energia solar e de um depósito acumulador de água quente. Os coletores são projetados para absorver a energia dos raios solares, transformá-los em calor que irá aquecer a água. Numa instalação típica, onde o depósito de água quente está situado em posição superior aos coletores, a água quente produzida é naturalmente conduzida para um depósito isolado, por meio de um sifão, ficando armazenada, pronta para o uso.
Já o secador de grãos consiste em um telhado móvel sobre um galpão, que pode ser deslocado quando houver necessidade. Os grãos ficam a menos de um metro do telhado de zinco, acelerando a secagem, evitando assim a necessidade dos secadores movidos à lenha das empresas recebedoras de grãos, que jogam gás carbônico à atmosfera.
A capacidade do seu secador é para aproximadamente 40 sacas de milho a cada cinco dias. Além de estar usando uma energia sem nenhum impacto ambiental, Visioli ainda economiza energia elétrica, como, por exemplo, no chuveiro, um dos principais vilões da economia doméstica. Seu Luis confirma as vantagens. Apesar de ter custo inicial um pouco elevado, as iniciativas se pagam ao longo do tempo, já que após a instalação não há mais gastos e é só esperar o sol enviar a energia da qual se precisa, e de graça.
Uma das principais dificuldades apontadas por especialistas para o desenvolvimento da energia solar é a falta de regulamentação e planejamento. A produção depende do estímulo de um mercado consumidor, como a utilização da energia solar em residências, prédios comerciais, indústrias e prédios públicos.
Entre outras iniciativas que começam a ser cogitadas, está o incentivo a construções, como condomínios e estádios de futebol alimentados por energia solar, inclusive já para a copa de 2014. Os aeroportos também estão sendo incitados a instalar sistemas de captação de energia solar, compensando as emissões de carbono dos aviões.
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