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Em caráter nacional, o Luz Para Todos foi incluído na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento, já que constatou-se a necessidade de mais ligações. Inicialmente se pretendia levar energia para 12 milhões de pessoas até 2008, depois surgiram mais dois milhões de pessoas e num segundo momento, mais 900 mil, o que levou o governo a estender o programa até o final de 2010. João Ramis destacou estes novos projetos, em especial no RS: “Hoje o programa já ligou mais de 80 mil famílias, superando em muito os dados do IBGE de 2004. Mas, ainda existem algumas famílias - que retornaram ao campo, que estavam em ponta de rede muito distantes, ou ainda, que não se adequaram por problemas de projeto – que vão ser ligadas. Nós pretendemos até o final do ano deixar todas as famílias do Estado e do Brasil com Luz”, afirma.
Os projetos da Ceriluz - O convênio assinado pela Ceriluz em 2004, previa a utilização de recursos do governo federal, através da Eletrobrás, do governo do Estado, e ainda a contrapartida da cooperativa. Foram investidos aproximadamente R$ 940 mil, quase um milhão de reais, para eletrificar todas as propriedades rurais que estavam sem energia, beneficiando aproximadamente 250 famílias. Além das novas redes e ligações, foram feitas melhorias no sistema de distribuição, como substituição de transformadores e também a instalação de reguladores de tensão.
A Ceriluz, além de executar o programa, contribuiu com cerca da metade deste valor em recursos próprios, o que indica sua responsabilidade social. O coordenador João Ramis, aliás, elogiou o objetivo da cooperativa em ir além da distribuição de energia e destacou os programas sociais e ambientais realizados, como o Além da Energia, que leva informações para o cooperado, o plano de saúde e o seguro residencial, assim como o congelamento das tarifas.
Todo esse trabalho social garante uma grande proximidade entre as direções, funcionários e os cooperados. Para o coordenador do Luz Para Todos no Estado, é esta proximidade que faz com que as cooperativas alcancem esse alto grau de eficiência na execução do programa. “Essa aproximação cria um ambiente de trabalho favorável, e os diretores e funcionários acabam se comprometendo mais com a cooperativa e por isso os resultados são melhores”.
A Ceriluz desenvolveu seus projetos entre os anos de 2004 e 2005, quando o convênio foi encerrado. Isso aconteceu em razão da pouca demanda existente, ou seja, a cooperativa conseguiu eletrificar 100% das propriedades de sua área de atuação. Apenas eventualmente surgem novos projetos, resultado da construção de novas residências, cujo atendimento é feito direto pela cooperativa. Para João Ramis, um dos resultados do Programa Luz Para Todos, foi o movimento inverso ao Êxodo Rural, apontado na Pesquisa do IBGE. Segundo o instituto de pesquisa, desde que foi criado o programa, quase 500 mil brasileiros, normalmente filhos de agricultores que haviam ido para a cidade, voltaram a viver no campo, com garantia de energia para desempenhar suas atividades.
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