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GERAÇÃO DE ENERGIA ENTRA EM DECLÍNIO APÓS AGRAVAMENTO DA ESTIAGEM

Publicada em 20/04/2010 por Imprensa CERILUZ
A casa de máquinas está operando apenas com 50% da sua capacidade

                Após um verão bastante positivo quanto à geração de energia - plena até o final de janeiro - a atual estiagem começa a prejudicar os resultados nas usinas da Ceriluz: José Barasuol e Nilo Bonfanti.

                A menor média de produção está sendo registrada neste mês de abril, resultado dos últimos dias sem chuva. O rio Ijuí está com uma vazão aproximada de 25 metros cúbicos por segundo, quando o mínimo necessário para a geração plena é de 60 m3/s. Para se ter uma ideia, na usina José Barasuol, a geração ronda os 4 MWh, aproximadamente 30% da sua capacidade, mesmo percentual de geração da Nilo Bonfanti, no rio Buricá, em Chiapetta.

                Na maior usina do cooperativismo brasileiro, a média de geração  em abril é de 5,6 MWh, o que corresponde a aproximadamente 50% de seus resultados plenos. “Mas, tivemos um verão que pode ser considerado ótimo, em termos gerais, com meses chuvosos e o rio com muita água”, resume o coordenador do Centro de Operação da Distribuição (COD), Márcio Mühlbeier. Os resultados começaram a mudar em fevereiro quando a média foi de 8,5 MWh, resultado de chuvas de 318 mm, e ainda em março, com uma média de geração de 7,5 MWh e índices pluviométricas de 150 mm. 

                Apesar da redução da água acumulada na barragem, a cooperativa libera 10% da vazão no leito seco do rio, a chamada vazão sanitária, respeitando às leis vigentes e definidas pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Essa água também é aproveitada na mini-central, gerando 800 kWh. A expectativa é que as chuvas previstas para esta semana restabeleçam a capacidade dos rios.

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