Nos últimos dez anos a Ceriluz apresentou crescimento de consumo entre seus associados de 64,68%, passando dos 120,5 milhões de kWh consumidos em 2016 para 198,5 milhões/kWh em 2025. Comparando apenas os anos de 2024 e 2025, o crescimento foi de 4,34% na energia distribuída.

Esse avanço só é sustentável graças a investimentos feitos pela cooperativa que permite uma infraestrutura técnica capaz de atender esse crescimento de demanda, incluindo novas subestações, redes alimentadoras trifásicas, transformadores, bancadas de capacitores, reguladores de tensão, religadores automáticos de rede, entre outros.

Nesse sentido, o investimento em infraestrutura é constante. Em 2025, para se ter uma ideia, o montante aplicado na rede de distribuição somou R$ 28,31 milhões. Desse total, a Ceriluz aportou diretamente R$ 24,89 milhões, enquanto a participação dos associados em projetos de expansão somou R$ 3,41 milhões. Não estão incluídos nesses valores materiais e equipamentos usados em serviços emergenciais nas redes na ocorrência de temporais, apenas novos investimentos em expansão e melhorias.

Esses recursos foram destinados à modernização de redes alimentadoras e subestações — em especial a Subestação Ceriluz IV, em construção — garantindo que o sistema suporte a carga crescente, sem falhas.

Participação dos associados - Os associados também têm sua participação, não apenas exigindo mais energia para atender seus projetos, mas também entrando com aportes financeiros. Em 2025 foram R$3,41 milhões de reais investidos em contrapartida dos associados, em pedidos de novas ligações, especialmente para instalação de pivôs de irrigação, silos ou armazéns, que exigem uma capacidade maior de fornecimento de energia. Para compreender, a legislação vigente sobre o serviço de distribuição de energia determina que as distribuidoras, incluindo a Ceriluz, devem fazer a entrega da energia sempre no limite da propriedade com a via pública. O custo para a instalação da rede necessária para a entrega no empreendimento dentro da propriedade, quando nova, é de responsabilidade do consumidor de energia. Caso a rede pública também sofra melhorias para atender o pedido individual, também caberá ao empreendedor uma contrapartida.

Tarifas - Atualmente, a cooperativa aplica uma tarifa de R$ 0,55 por quilowatt-hora (kWh) para a modalidade Convencional (classes Rural e Residencial), valor que representa a 4ª menor tarifa de energia do Brasil. Considerando as distribuidoras de energia do Rio Grande do Sul, esse valor é o segundo menor.