O grupo técnico responsável pela construção da Subestação Ceriluz IV, formado pelos engenheiros eletricistas Rogério Kamphorst, Tiago Garros e Marcos Jappe e pelo eletrotécnico Leandro Gieseler, acompanhados do gerente administrativo da Ceriluz, Fernando Mühlbeier, recebeu na tarde de segunda-feira, 6 de julho, representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA) do Estado do Rio Grande do Sul para uma vistoria da obra. Estiveram na subestação os engenheiros eletricistas Cleidir Emidio da Silva e Carlo Karnas Vinhol, especialistas em infraestrutura do Departamento de Energia da secretaria.
O objetivo da visita foi fiscalizar a aplicação dos recursos disponibilizados pelo Governo do Estado para a implantação da subestação, por meio do Programa Energia Forte no Campo. Criado em 2020, o programa tem como objetivo qualificar a infraestrutura de distribuição de energia elétrica no meio rural, por meio de parcerias entre o Estado e as cooperativas de eletrificação. Inicialmente voltado à implantação e modernização de redes trifásicas, com investimentos em postes, transformadores e adequação dos níveis de tensão, o programa foi ampliado em sua quinta fase para contemplar também a construção e a ampliação de subestações de energia, a exemplo da obra da Ceriluz, reconhecidas como obras estratégicas para aumentar a capacidade do sistema elétrico e atender ao crescimento da demanda no campo. Para a execução do projeto da subestação a Ceriluz contou com incentivo de R$ 3 milhões, de um total aproximado de R$ 19 milhões investidos.
O Programa Energia Forte no Campo funciona por meio de uma parceria entre o Governo do Estado e as cooperativas de eletrificação rural. A partir de editais lançados pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (SEMA), as cooperativas apresentam projetos de expansão e modernização da infraestrutura elétrica em suas áreas de atuação. Após a aprovação técnica, o Estado aporta parte dos recursos para a aquisição de materiais — percentual que, na atual fase do programa, pode chegar a 35% do valor do projeto — enquanto as cooperativas entram com a contrapartida financeira e são responsáveis pela execução das obras.
Desde sua criação, o programa já contabiliza mais de 500 projetos executados em 187 municípios gaúchos, com investimentos superiores a R$ 215 milhões em obras de expansão e modernização das redes rurais.



Nesta etapa, está sendo executada uma linha de distribuição quádrupla, com aproximadamente 3,7 quilômetros de extensão, ligando a Subestação Ceriluz IV até as proximidades da BR-285. Nesse ponto, os novos alimentadores de 23,1 kV, serão interligados aos circuitos já existentes, responsáveis pela distribuição de energia para os municípios de Coronel Barros, Ijuí, Augusto Pestana e Jóia. A nova linha será formada por redes compactas, ou seja, utiliza cabos protegidos e espaçamento reduzido entre os condutores, o que diminui a possibilidade de desligamentos provocados pelo contato com a vegetação, além de reduzir a necessidade de podas ao longo do traçado, contribuindo para a preservação ambiental. Por isso também é denominada de rede ecológica.
Os primeiros equipamentos que faziam – e ainda fazem - essa função, contudo, eram mais simplificados. As primeiras a serem utilizadas foram as chaves fusíveis religadoras (foto ao lado), baseadas em processos mecânicos, com operação automática limitada e sem nenhum recurso de monitoramento remoto. Hoje a Cooperativa ainda possui 22 dessas ferramentas distribuídas em sua área de ação. Depois vieram os religadores automáticos eletromecânicos, que utilizam componentes eletromagnéticos para detectar falhas e componentes mecânicos para realizar religamentos automáticos ao identificar sobrecorrentes. Estes possuem operação baseada em princípios mecânicos e elétricos, também com nenhuma digitalização ou possibilidade de supervisionamento à distância. Ainda há 57 instalados nas redes de distribuição de energia da Ceriluz.

Na propriedade, foi apresentada uma área recuperada em 2025 com o plantio de aproximadamente 500 mudas de espécies nativas cedidas pela Ceriluz, no entorno da nascente, com o objetivo de reforçar a proteção da fonte que abastece a propriedade há mais de 60 anos. Em parceria com os escritórios de Ijuí e Bozano da Emater, também ocorreu a implantação do modelo Caxambu de preservação de nascentes. Durante a atividade desta terça-feira, as crianças e adolescentes receberam orientações sobre essas técnicas de proteção e também participaram do plantio simbólico de cerca de 30 mudas nativas, disponibilizadas pelo Executivo Municipal, por meio da Secretaria da Agricultura, parceira da ação.