Para minimizar os impactos causados por falhas transitórias nas redes, as distribuidoras de energia há muito tempo implantam sistemas de automação que permitem o acionamento automático do sistema após a eliminação da falha. Essas soluções vêm sendo aprimoradas com a evolução tecnológica dos equipamentos.

O principal equipamento utilizado atualmente é o religador automático de rede (foto principal). Instalados em pontos estratégicos dos alimentadores, esses equipamentos monitoram permanentemente as condições do sistema elétrico e podem interromper e restabelecer o fornecimento de forma automática quando identificam falhas transitórias. Quando o problema persiste, os religadores são capazes de isolar o trecho defeituoso, restringindo o desligamento apenas à área afetada e mantendo o fornecimento para o restante dos consumidores. Os religadores automáticos de rede são equipamentos com controle eletrônico e processamento digital das informações do sistema elétrico, que utilizam sensores e microprocessadores para identificar falhas com maior precisão e executar ações automáticas de proteção. Eles permitem monitoramento remoto e integração com sistemas de automação da rede.

Além de reduzir o número de interrupções e o tempo de restabelecimento da energia, os religadores automáticos aumentam a segurança e a confiabilidade da rede elétrica, contribuindo para a proteção dos equipamentos e das pessoas. Atualmente, a Ceriluz conta com 53 religadores automáticos distribuídos em toda a sua área de atuação, sendo esta uma das principais frentes de investimento da cooperativa na modernização do sistema elétrico.

202606 Religadores de Redes 1Os primeiros equipamentos que faziam – e ainda fazem - essa função, contudo, eram mais simplificados. As primeiras a serem utilizadas foram as chaves fusíveis religadoras (foto ao lado), baseadas em processos mecânicos, com operação automática limitada e sem nenhum recurso de monitoramento remoto. Hoje a Cooperativa ainda possui 22 dessas ferramentas distribuídas em sua área de ação. Depois vieram os religadores automáticos eletromecânicos, que utilizam componentes eletromagnéticos para detectar falhas e componentes mecânicos para realizar religamentos automáticos ao identificar sobrecorrentes. Estes possuem operação baseada em princípios mecânicos e elétricos, também com nenhuma digitalização ou possibilidade de supervisionamento à distância. Ainda há 57 instalados nas redes de distribuição de energia da Ceriluz.

“Diferentemente dos religadores automáticos, esses equipamentos mais antigos têm menor grau de automação e não permitem supervisão. Por isso, vêm sendo gradualmente substituídos ou remanejados para redes secundárias”, explica o engenheiro eletricista Rogério Kamphorst, responsável pelas redes de distribuição. Na prática, todos esses dispositivos evitam desligamentos desnecessários causados por ocorrências momentâneas, reduzindo a necessidade de deslocamento de equipes, especialmente em períodos de eventos climáticos.

Um exemplo comum é o contato temporário de galhos com a rede durante rajadas de vento. Em sistemas mais simples, a ocorrência exige deslocamento de equipe para religamento. Já com esses equipamentos, o circuito é interrompido momentaneamente e religado automaticamente. Se a falha desaparecer, o fornecimento é restabelecido em segundos. Situações semelhantes também podem ser causadas por ventos fortes, descargas atmosféricas ou outros eventos passageiros.

Neste domingo, 21 de julho, equipes técnicas da Ceriluz realizaram serviços de limpeza preventiva e manutenção na Subestação (SE) Ceriluz III, instalada na Linha 01 Leste, em Ijuí. Diversos profissionais da Cooperativa estiveram envolvidos na atividade, que tem como objetivo prevenir falhas e garantir o fornecimento de energia de forma segura aos associados.

O trabalho de limpeza concentra-se principalmente nos isoladores de porcelana, vidro ou polímero, buchas de transformadores e para-raios, entre outros componentes. O acúmulo de poeira, fuligem, excrementos de aves e animais, ou outros materiais, pode comprometer a capacidade de isolamento desses equipamentos, favorecendo a ocorrência de correntes de fuga, descargas elétricas e até desligamentos do sistema.

A limpeza preventiva é uma importante atividade de manutenção, contribuindo para aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir os riscos de interrupções no fornecimento de energia. Os serviços realizados neste domingo correspondem à primeira etapa da intervenção, sendo que uma nova etapa de limpeza já está programada para o mês de agosto.

A realização dos trabalhos foi possível em função de um desligamento programado solicitado pela Eletrosul em sua subestação localizada em Ijuí. Na oportunidade, a estatal executou manutenções na linha de suprimento da Ceriluz, exigindo a interrupção temporária do fornecimento por parte da transmissora.

Para minimizar os impactos aos associados, a Ceriluz realizou manobras operacionais que permitiram redirecionar as cargas normalmente atendidas pela SE Ceriluz III para a SE Ceriluz I e para a SE Ijuí 01, operada pela Equatorial Energia. Com isso, foi possível manter o abastecimento dos associados praticamente normal, sendo necessários apenas desligamentos rápidos, inferiores a cinco minutos, um no período da manhã e outro no início da tarde, percebidos por associados dos municípios de Ijuí, Boa Vista do Cadeado, Ajuricaba, Bozano, Cruz Alta e Pejuçara. Sem a realização dessas transferências de carga, os consumidores permaneceriam sem energia durante todo o período de manutenção das subestações, entre 8h e 14h.

A SE Ceriluz III entrou em operação em 2021 e atualmente possui capacidade instalada de 25 MVA, distribuída em dois transformadores de 12,5 MVA cada. Trata-se de uma subestação rebaixadora, responsável por transformar a tensão de 69 kV para 23,1 kV, atendendo associados dos municípios de Ijuí e Bozano.

Dando sequência às ações do Projeto Água Viva e às comemorações do Mês do Meio Ambiente, a Ceriluz realizou, nesta terça-feira (16), mais uma atividade voltada à preservação ambiental e à conscientização sobre a importância da proteção dos recursos hídricos. A iniciativa ocorreu na comunidade de Salto, interior do município de Bozano, na propriedade do associado André Aosani (foto abaixo).

A ação reuniu estudantes das escolas São Pio X, da Vila Salto, e Dr. Bozano, da cidade de Bozano, que participaram de atividades educativas relacionadas à conservação de nascentes e à recuperação ambiental. Em uma área cedida pela família Aosani, os alunos receberam orientações sobre o o ciclo da água, a formação de nascentes e os métodos de conservação da água.

202606 Nascente Bozano 2Na propriedade, foi apresentada uma área recuperada em 2025 com o plantio de aproximadamente 500 mudas de espécies nativas cedidas pela Ceriluz, no entorno da nascente, com o objetivo de reforçar a proteção da fonte que abastece a propriedade há mais de 60 anos. Em parceria com os escritórios de Ijuí e Bozano da Emater, também ocorreu a implantação do modelo Caxambu de preservação de nascentes. Durante a atividade desta terça-feira, as crianças e adolescentes receberam orientações sobre essas técnicas de proteção e também participaram do plantio simbólico de cerca de 30 mudas nativas, disponibilizadas pelo Executivo Municipal, por meio da Secretaria da Agricultura, parceira da ação.

Além de conhecerem as iniciativas de preservação desenvolvidas na propriedade, os estudantes tiveram a oportunidade de vivenciar, na prática, ações de cuidado com o meio ambiente, fortalecendo conceitos relacionados à sustentabilidade e à conservação dos recursos naturais.

Com o início da Copa do Mundo FIFA 2026, de forma especial para o Brasil, com a estreia da Seleção no sábado, dia 13, às 19 horas, milhões de brasileiros voltarão suas atenções para os jogos. Seja pela televisão, computador, celular ou rádio, por sinal digital ou streaming, a energia elétrica terá papel fundamental para garantir que os torcedores acompanhem cada lance da competição.

Nós da Ceriluz, também estaremos torcendo pelo hexacampeonato. Mas, ao mesmo tempo, nossas equipes seguirão com atenção permanente ao nosso sistema de distribuição de energia. E, se necessário, nossos colaboradores estarão prontos para atuar, garantindo a qualidade e a confiabilidade do fornecimento. Afinal, independentemente de grandes eventos, datas comemorativas ou competições esportivas, a missão da cooperativa permanece a mesma: levar energia com segurança e eficiência às famílias, em suas residências, propriedades rurais ou empresas.

Os associados, contudo, também devem ficar atentos a sua segurança, afinal, é comum famílias e grupos de amigos se reunirem para assistir aos jogos em áreas externas, quiosques, garagens ou salões de festas, exigindo algumas adaptações para instalar telões, televisores, geladeiras, churrasqueiras etc. Nesses momentos, é importante adotar alguns cuidados com as instalações elétricas para evitar acidentes:

  • Evite improvisações com extensões e adaptadores em excesso;
  • Utilize extensões e cabos em boas condições, sem emendas ou partes danificadas, para ligar televisores, equipamentos de refrigeração de bebidas e outros aparelhos;
  • Não sobrecarregue uma mesma tomada com vários equipamentos simultaneamente;
  • Em áreas externas, mantenha conexões elétricas protegidas da chuva e da umidade;
  • Evite passar cabos por locais de circulação de pessoas, reduzindo o risco de tropeços e danos aos fios;
  • Antes de utilizar equipamentos em locais pouco utilizados, verifique as condições das tomadas e da instalação elétrica;
  • Tenha cuidado com churrasqueiras, elétricas ou convencionais, para evitar riscos de incêndio.

Com cuidados simples, é possível aproveitar os momentos de confraternização com mais conforto, segurança e tranquilidade, vibrando a cada gol e torcendo pela nossa Seleção.

Mais uma etapa essencial da implantação da Subestação Ceriluz IV foi realizada com sucesso na manhã desta quarta-feira: a energização dos transformadores. Foram acionados os dois equipamentos que, juntos, compõem a carga máxima de 25 megavolt-ampere (MVA) da subestação, sendo 12,5 MVA cada um.

O engenheiro eletricista da Ceriluz, responsável pelo sistema de distribuição de energia, Rogério Kamphorst, comemorou o resultado. “Essa era uma etapa essencial desse trabalho de construção da subestação e que não dependia apenas da nossa equipe. Então, temos que comemorar que deu tudo certo. Isso nos permitirá agora dar os passos seguintes, com tranquilidade, em direção à conclusão desse projeto”, avaliou.

Além de engenheiros e eletricistas da Ceriluz responsáveis pela construção da subestação, a energização contou com a presença do responsável técnico da empresa fornecedora dos transformadores, a Comtrafo, Marcos Flores, que supervisionou os procedimentos e os resultados. Ele também ficou muito satisfeito. “Esses equipamentos já haviam sido comissionados em laboratório, onde convidamos os representantes da Ceriluz para participar. Fizemos a logística de entrega, a montagem e também o comissionamento aqui na planta final. Hoje tivemos o privilégio de acompanhar a energização que ocorreu conforme esperado”, explicou Flores.

Além da Comtrafo, no momento também estão presentes na subestação as empresas Sul Engenharia e Eman Engenharia, dando suporte ao trabalho de automação e comissionamento dos demais equipamentos.

A subestação passará agora por testes e comissionamentos de equipamentos, enquanto aguarda a finalização da instalação das redes alimentadoras que irão conectá-la às cargas consumidoras e colocá-la em operação. Serão seis linhas alimentadoras partindo da subestação, quatro delas já em construção, destinadas ao atendimento dos municípios de Coronel Barros, Ijuí, Augusto Pestana e Jóia, e outras duas, cujas obras ainda não iniciaram, para atender o município de Catuípe.

A Subestação Ceriluz IV será alimentada pela Subestação Ijuí 2, da Eletrosul, que possui potência instalada de 249 MVA, por intermédio da Subestação Ceriluz III e de uma linha alimentadora em 69 kV. Além disso, também receberá energia da PCH Linha Onze Oeste, construída ao lado da subestação, integrando o mesmo complexo elétrico em Coronel Barros. Trata-se de uma subestação rebaixadora, responsável pela transformação da tensão de 69 kV para 23,1 kV.

Em atendimento à condicionante estabelecida pela Resolução Normativa nº 1137, de 21 de outubro de 2025, a CERILUZ passou a disponibilizar aos seus associados mais uma ferramenta para acompanhamento da operação do sistema elétrico, especialmente no que se refere às interrupções no fornecimento de energia em sua área de permissão.

Trata-se do sistema EnergyView, uma ferramenta desenvolvida com o objetivo de proporcionar maior transparência e acompanhamento das condições operacionais das redes da cooperativa, principalmente em períodos de condições climáticas adversas. Por meio da plataforma, o associado pode acompanhar, em tempo quase real, a quantidade e o status das ocorrências em atendimento, o número de consumidores sem energia, as ocorrências por município e a quantidade de equipes mobilizadas para atendimento.

O sistema EnergyView pode ser acessado no site da Ceriluz, www.ceriluz.com.br. No menu principal acesse a aba Distribuição/EnergyView (AQUI)

As informações são atualizadas a cada 30 minutos, permitindo aos associados acompanharem a evolução dos atendimentos realizados pelo Centro de Operação da Distribuição (COD) da cooperativa.

O sistema também disponibiliza um mapa da área de atuação da CERILUZ, contendo os municípios atendidos, no qual é possível verificar a quantidade total de consumidores e aqueles que se encontram com interrupção no fornecimento de energia naquele momento. Conforme a escala pré-definida do sistema, as cores do mapa são alteradas de acordo com a quantidade de consumidores sem energia.

Além disso, o EnergyView apresenta informações detalhadas sobre as interrupções por município, indicando se as ocorrências são programadas ou emergenciais. O sistema também possui uma escala indicativa do tempo em que as unidades consumidoras permanecem sem fornecimento de energia.