A Ceriluz encerrou o ano de 2025 com um crescimento de 4,34% no volume total de energia distribuída em suas redes, atingindo a marca histórica de 198,5 milhões de kWh. Esse avanço regional supera o índice nacional de consumo, que, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), fechou o ano com uma estabilidade de 0,2%.

Ao analisarmos o perfil de consumo, a vocação agrícola da região se destacou. A Classe Rural atingiu o maior consumo, com 74,9 milhões de kWh demandados, um crescimento de 13,91%. Nesse contexto destaca-se a necessidade de energia por parte dos consumidores Irrigantes, que exigiram 7,5 milhões de kWh — um salto de 61,08% em relação a 2024. Além do investimento constante em tecnologia de pivôs, o clima foi determinante: o ano de 2025 foi mais seco que 2024 exigindo que os sistemas de irrigação operassem com maior intensidade para garantir a produtividade.

Nesse cenário a Classe Rural voltou a ser o maior perfil de consumo da Cooperativa. A Classe Industrial passou a ocupar a segunda posição, com 64,4 milhões de kWh, uma redução de 4,75% em relação a 2024 — seguindo uma tendência de retração industrial observada em nível nacional. Em seguida, aparecem a Classe Comercial, com consumo de 35,2 milhões de kWh (alta de 4,47%), e a Classe Residencial, que demandou 13,1 milhões de kWh (crescimento de 9,12%). O crescimento nestas categorias é resultado direto dos investimentos dos associados em melhorias nas unidades consumidoras, com expansão de sistemas de climatização e novas tecnologias para conforto e produtividade.


Sustentando Serviços Essenciais - Mais do que atender casas, propriedades rurais e empresas, a energia da Ceriluz também sustenta vários Serviços Públicos da nossa região. Esta classe engloba estruturas essenciais como escolas, postos de saúde, unidades da Brigada Militar e sistemas de abastecimento de água. Em 2025, o consumo registrado pelos Serviços Públicos foi de 7,5 milhões de kWh. Embora o número represente uma leve redução de 2,75% em relação ao ano anterior, a garantia da continuidade desse fornecimento permanece como prioridade social da Cooperativa. Houve ainda uma redução de 8,04% no consumo da Iluminação Pública – que exigiu 1,5 milhão de kWh – reflexo do trabalho das prefeituras na substituição de lâmpadas antigas por tecnologia LED.

Esses dados se referem à "energia no fio", ou seja, toda a carga transportada pela infraestrutura da Cooperativa para atender os associados, incluindo aqueles de grande porte que adquirem energia no Mercado Livre, mas utilizam as redes da Ceriluz para o transporte.

Tabela Consolidada Ceriluz 2025

CLASSE

CONSUMO 2025 (kWh)

VARIAÇÃO (%)

1º Rural + Irrigante

74.972.036

+13,91%

2º Industrial

64.439.504

-4,75%

3º Comercial

35.262.733

+4,47%

4º Residencial

13.187.083

+9,12%

Outras Classes

10.646.177

-3,40%

TOTAL GERAL

198.507.533

+4,34%

A eficiência operacional da Ceriluz ganhou novos números de destaque em 2025. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) revelam que a Cooperativa apresentou índices de qualidade melhores que a média nacional de concessionárias e permissionárias, especialmente no TMAE (Tempo Médio de Atendimento a Emergências).

Enquanto a média de atendimento das emergências para grandes concessionárias no Brasil foi de 7 horas e 14 minutos (434,17 min) em 2025, a Ceriluz registrou uma média de apenas 1 hora e 20 minutos (80,55 min) * para resolver problemas após o chamado. O resultado é expressivo mesmo quando comparado apenas às cooperativas permissionárias do país, que tiveram média de 2 horas e 8 minutos (128,20 min). “Acreditamos que isso se deve a alguns fatores, como a proximidade da Cooperativa com seus associados. Nossa sede, instalada ao lado da BR 285, permite o deslocamento rápido de nossas equipes para o interior. Também tivemos importantes investimentos na frota, com veículos de qualidade que qualificam o atendimento e, claro, é fundamental a atuação de nossos colaboradores”, comenta o engenheiro eletricista da Ceriluz, Tiago Garros.

Essa agilidade no atendimento reflete no tempo médio em que cada consumidor fica sem energia, representado pelo DEC (Duração Equivalente de Interrupção). Em 2025, os associados ficaram, em média, 7 horas e 55 minutos sem energia ao longo de todo o ano — uma redução importante em relação a 2024, quando o DEC da Ceriluz foi de 12 horas e 24 minutos por associado.

O terceiro parâmetro avaliado pela ANEEL é o FEC (Frequência Equivalente de Interrupção), que retrata o número de vezes que cada associado ficou sem luz. O FEC de 2025 da Ceriluz foi de 7,94 interrupções, número também inferior ao de 2024, que foi de 9,33.

Tiago Garros ressalta que o clima é uma variável determinante nesses indicadores. “Além da eficiência do trabalho, é preciso considerar o impacto do clima na gravidade das ocorrências. Temporais mais graves vão causar mais danos às redes e exigir mais tempo das equipes para identificar os problemas e, por isso, os dados podem variar bastante de ano para ano. Mas, no geral, os números da Ceriluz são bastante positivos, em especial nesse ano de 2025”, avaliou.

Esses dados podem ser visualizados no site portalrelatorios.aneel.gov.br. Outra ferramenta disponibilizada pela agência é o Projeto Radar, que permite o monitoramento em tempo quase real das interrupções, ampliando a transparência para a sociedade.
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*Os indicadores da ANEEL são apresentados originalmente em formato centesimal (ex: 80,55 minutos). Para facilitar a compreensão do leitor, os dados deste release foram convertidos para o formato de relógio (horas e minutos), transformando as frações decimais em segundos e minutos correspondentes.

A expansão da rede elétrica e a manutenção de alimentadores da Ceriluz enfrentam obstáculos que vão além da logística convencional. O processo padrão de instalação de postes, realizado por meio de trados acoplados aos caminhões, frequentemente encontra limitações devido às características do solo na região, que pode apresentar baixa profundidade de terra e características rochosas.

20260127 perfurao de Buraco 2Quando a perfuração mecanizada não é possível, a Cooperativa adota medidas específicas. Em solos de rochas quebradiças, a escavação precisa ser manual. Para viabilizar a atividade, as equipes utilizam um rompedor elétrico, alimentado por gerador móvel, podendo ser usados mesmo nos locais mais distantes, além de pás e cavadeiras. A perfuração manual exige grande esforço físico por parte dos eletricistas da Cooperativa, não só pelo impacto da máquina na rocha, mas também pelas condições climáticas que podem se um agravante. E não é só a chuva que traz dificuldades. As altas temperaturas, registradas com frequência em nossa região no verão, também geram um grande desgaste aos colaboradores.

Há casos, contudo, onde nem o trado e nem o rompedor conseguem atingir a profundidade necessária para a fixação do poste. Isso quando se identifica a presença de laje sólida. Nessas situações a operação exige o uso de uma perfuratriz Polidrill, equipamento que utiliza tecnologia rotopneumática para romper rochas de alta dureza. Por ser terceirizada, a mobilização dessa tecnologia envolve custos operacionais consideráveis. Eventualmente a medida é necessária para viabilizar a expansão da infraestrutura em locais de difícil acesso geológico, garantindo a estabilidade e o alcance da rede elétrica aos associados.

Após as Assembleias Gerais Ordinárias (AGOs) realizadas no dia 23 de janeiro, que elegeram as diretorias das cooperativas do Grupo Ceriluz, os presidentes Valmir Elton Seifert (Ceriluz Geração) e Guilherme Schmidt de Pauli (Ceriluz Distribuição) participaram do Informativo Ceriluz, onde apresentaram o planejamento estratégico para o novo ciclo de gestão (2026/30).

As assembleias apresentaram números importantes aos associados participantes, como um faturamento de R$ 229 milhões e resultado líquido de R$ 9 milhões, aproximados, no exercício 2025, somadas as duas cooperativas. Este desempenho financeiro foi acompanhado por um forte respaldo social duramente a eleição das diretorias. Na Ceriluz Distribuição, a chapa única foi eleita com 99,3% de aprovação em urnas espalhadas por toda a área de atuação. Já na Ceriluz Geração, a eleição ocorreu por aclamação durante a assembleia no auditório da cooperativa, consolidando o desejo dos associados pela continuidade e segurança administrativa.

Eficiência operacional na geração das usinas

Na Ceriluz Geração, após o ciclo de grandes investimentos, o mais recente a PCH Linha Onze Oeste, finalizada em 2025, o foco agora se volta à manutenção das usinas já em operação para garantir sua capacidade máxima, segundo o presidente Valmir Elton Seifert. Prova disso é a destinação de R$ 2,6 milhões das sobras para a conservação da infraestrutura geradora. "Viemos de grandes obras e agora é o momento de estabilizar e colocar a casa em dia. O associado quer ver o retorno das usinas em benefícios diretos, e isso passa por uma operação eficiente", pontuou Seifert. Um exemplo imediato dessa estratégia será o trabalho de mergulhadores especializados que farão a limpeza de grades e túneis das PCHs José Barasuol e RS-155, visando recuperar perdas de geração causadas por detritos trazidos pelo rio Ijuí.

Infraestrutura de distribuição e tarifas competitivas

Pela Ceriluz Distribuição, o marco de 2026 será a conclusão da Subestação Ceriluz IV, que atenderá a região Sul. Guilherme Schmidt de Pauli ressaltou que esses ativos são fundamentais para a modicidade tarifária. "Investir em infraestrutura qualificada permite que a Aneel reconheça esses ativos, o que reduz a tarifa final [...] Hoje, temos a segunda menor tarifa do Estado e a quarta menor do Brasil", explicou Guilherme. O presidente também assegurou a continuidade da modernização das redes para que o associado tenha energia de qualidade para crescer em sua propriedade ou empresa.

Durante a entrevista os presidentes eleitos também expressaram profunda gratidão aos associados que participaram das assembleias e renovaram o voto de confiança para o próximo quadriênio. Eles enfatizaram que o sucesso da Ceriluz é um esforço coletivo, valorizando o papel fundamental do quadro de conselheiros e dos colaboradores.

Ouça o programa completo AQUI.

Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, a Ceriluz realizou serviço de melhoria na rede elétrica no município de Coronel Barros, com desligamento programado que atingiu as ruas Afonso Weiler e Arnoldo Hintz, no Conjunto Habitacional Gustavo Reimann. O trabalho foi realizado no período da tarde e teve como foco adequar a estrutura da rede às necessidades locais de fornecimento de energia.

A intervenção consistiu no recondutoramento de nove vãos da rede de Baixa Tensão trifásica, com a substituição dos cabos 50mm² existentes por cabos de 70 mm², além da troca de um transformador de 45 kVA por outro de 75 kVA. A melhoria foi executada a partir de uma demanda individual de consumidor. Em razão das características técnicas do serviço, contudo, a adequação da rede acabou beneficiando diretamente um total de 23 unidades consumidoras.

Em 2025, Coronel Barros também foi beneficiado com um projeto de construção de novo alimentador, com extensão de 15 quilômetros, ligando a cidade de Coronel Barros à localidade de Linha Progresso, em Augusto Pestana. O trabalho consistiu na substituição de postes e cabos, convertendo a rede monofásica existente em uma rede alimentadora trifásica, reforçando o sistema local. Na área urbana, também houve reforço no sistema com a implantação de um trecho de rede ecológica, que reduz os riscos de interrupções no fornecimento em caso de temporais ou contato de galhos de árvores com a rede. Essa obra integra o projeto de construção da Subestação Ceriluz IV, em andamento na comunidade de Linha Onze Oeste, que, quando concluída, ampliará as opções de fornecimento de energia para Coronel Barros, Augusto Pestana e Jóia.

Nesta sexta-feira, 23 de janeiro, o Grupo Ceriluz, realizou as assembleias das suas cooperativas: Cooperativa Regional de Energia e Desenvolvimento Ijuí Ltda. – Ceriluz Distribuição, e a Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda. - Ceriluz Geração. Na data, os associados das duas cooperativas se reuniram para analisar o relatório de gestão de 2025, deliberar sobre as atividades futuras e eleger as lideranças que conduzirão os trabalhos nos próximos quatro anos. Ambas as assembleias foram realizadas no auditório da sede administrativa da Ceriluz.

As atividades tiveram início logo cedo, às 8 horas da manhã, com a Assembleia Geral Ordinária da Ceriluz Distribuição. A assembleia manteve-se aberta ao longo do dia, para realização do processo eleitoral, com urnas espalhadas nos diferentes municípios da área de atuação da Cooperativa. Para concorrer aos conselhos da Ceriluz Distribuição foi inscrita chapa única, que foi eleita pela maioria dos associados com índice de aprovação de 99,3%. Já a AGO da Ceriluz Geração, aconteceu no período da tarde, a partir das 15 horas, com a sua eleição - também de chapa única - acontecendo por aclamação. Foram eleitos como presidentes, Guilherme Schmidt de Pauli, na Ceriluz Distribuição, e Valmir Elton Seifert, na Ceriluz Geração, que irão gerir a cooperativa no quadriênio 2026/30.

Em relação aos Relatórios de Gestão aprovados pelos associados, as cooperativas do Grupo Ceriluz apresentaram, juntas, um resultado líquido superior a R$ 9 milhões. Deste valor, foram destinados cerca de R$ 2,6 milhões para investimentos na manutenção da atual infraestrutura de geração. Também foi um ano de muitos investimentos. “Avançamos de forma consistente na construção de uma nova subestação, ampliamos e modernizamos redes existentes, promovemos a conversão de redes monofásicas em trifásicas e implantamos novos trechos de rede para atender ao crescimento da demanda dos associados”, resumiu o presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli. Já na Ceriluz Geração, o período foi marcado pela conclusão da Usina Linha Onze Oeste, em Coronel Barros, como lembrou o presidente da Ceriluz Geração, Valmir Elton Seifert. “Com capacidade instalada de 23,6 MW, a usina representa um feito histórico para o cooperativismo brasileiro, consolidando-se como a maior usina já construída por uma cooperativa no Brasil”, afirmou. 

Confira na sequencia as novas diretorias e conselhos das cooperativas do Grupo Ceriluz.

Ceriluz Distribuição

DIRETORIA:

Presidente                             GUILHERME SCHMIDT DE PAULI

Vice-Presidente                     VALMIR ELTON SEIFERT

Secretário                             ROMEU ANGELO DE JESUS

 

CONSELHO ADMINISTRAÇÃO EFETIVOS:

Primeiro Vogal                     SIDNEI JOÃO MONTAGNER

Segundo Vogal                    LUIZ VIEIRA

Terceiro Vogal                     ROBERTO HEUSER

Quarto Vogal                       EVANDRO LANZARIN     

Quinto Vogal                       CLAUDIO ROBERTO DREWS     

 

CONSELHO ADMINISTRAÇÃO SUPLENTES:

Primeiro Vogal                   SANDRO LORENZONI

Segundo Vogal                  VALDIR STEIERNAGEL

Terceiro Vogal                   MARCELO JULIANO TRETER

Quarto Vogal                     CLOVIS TABORDA PADILHA

Quinto Vogal                     CARLOS AGOSTINHO HICKENBICK

 

CONSELHO FISCAL EFETIVOS:

                                           CARLOS KARLINSKI

                                           SANDRA MARLISE TISSOT WENDER

                                           BELMIRO PITOL

 

CONSELHO FISCAL SUPLENTES:

                                           VALMOR JOSÉ WIELENS 

                                           JORGE VANDERLEI CECCATO

                                           JOSÉ AUGUSTO SANDRI

Ceriluz Geração

DIRETORIA:

Presidente                           VALMIR ELTON SEIFERT

Vice-Presidente                  GUILHERME SCHIMDT DE PAULI

Secretário                           SANDRO LORENZONI

 

CONSELHO ADMINISTRAÇÃO EFETIVOS

Primeiro Vogal                   LUIZ FERNANDO BARONI

Segundo Vogal                  LEONILDO FERNANDES DE AVILA          

Terceiro Vogal                   OLACIR AMARAL

Quarto Vogal                     VILMAR ZIMMERMANN

Quinto Vogal                     EDISON OSVALDO ARNT

 

CONSELHO ADMINISTRAÇÃO SUPLENTES:

Primeiro Vogal                  ERNESTO NATAL NICOLETTI

Segundo Vogal                 DIRCEU ANTONIO ALLEGRANZZI

Terceiro Vogal                   LUCIANO LORENZONI

Quarto Vogal                    ANGELO PAULO PRZYBITOWICZ

Quinto Vogal                     ROQUE COSTA BEBER

 

CONSELHO FISCAL EFETIVOS:

                                           EDELAR JOSÉ COLATO

                                           NARA JAQUELINE HEPP

                                           SENIO REINOLDO KIRST

 

CONSELHO FISCAL SUPLENTES:

                                            VALDIR ARLINDO KORB

                                            OLMIRO JOSÉ NICOLETTI

                                            DIRCEU JOSÉ ROVANI