A Ceriluz realizou nesta quarta-feira, 04 de março, a terceira edição do seu Encontro de Mulheres, antecipando as celebrações do Dia Internacional da Mulher, que será comemorado neste domingo, 08 de março. Denominado de “Mulheres que Iluminam” o evento reuniu mais de 400 mulheres no auditório anexo à sede administrativa, em Ijuí.

O encontro contou com a participação dos presidentes das cooperativas do grupo: Guilherme Schmidt de Pauli, da Ceriluz Distribuição, e Valmir Elton Seifert, da Ceriluz Geração. Guilherme valorizou o papel das mulheres na cooperativa, que hoje representam cerca de 25% do quadro social. “Este encontro é um reconhecimento à força e à dedicação de cada uma de vocês. Ver este auditório lotado mostra que a mulher não apenas faz parte da nossa história, mas é protagonista no crescimento do cooperativismo”, destacou Guilherme.

Conforme o presidente da Ceriluz Geração, Valmir Seifert, ainda há muito espaço para expansão feminina dentro da organização. “Nossos números mostram uma evolução clara, mas queremos que mais mulheres ocupem seu espaço. A sensibilidade e a visão feminina são fundamentais para o sucesso do Cooperativismo”, afirmou Valmir.

A principal atração do evento foi a palestra “A Energia Transformadora de Mulheres que Iluminam o Mundo”, conduzida por Maria Odila Taborda. A psicopedagoga e mentora envolveu o público com uma abordagem que uniu autoconhecimento e inteligência emocional. Durante a apresentação, a palestrante destacou a força do papel feminino: "Cada mulher presente aqui carrega uma luz única que, quando reconhecida, tem o poder de transformar não apenas a sua própria realidade, mas todo o ambiente ao seu redor", afirmou Maria Odila. "O protagonismo feminino nasce do autoconhecimento e da coragem de sermos quem realmente somos."

A Ceriluz fechou o ano de 2025 com 13.787 associados ativos, entre os quais 3.565 são mulheres, um crescimento de 6,5% em relação ao período anterior.

A Ceriluz realizou trabalho de limpeza no canal e na grade do túnel de adução da PCH RS-155, usina localizada na comunidade de Santana, interior de Ijuí. A atividade é fundamental devido ao acúmulo natural de resíduos ao longo dos anos de operação. No total, estima-se a retirada de aproximadamente dez metros cúbicos de galhos e árvores trazidos pelo leito do rio. Contudo, também foi removido material inorgânico, fruto do descarte irregular de resíduos no Rio Ijuí e seus afluentes.

O acúmulo desses detritos no canal - especialmente na grade de proteção na entrada do túnel - obstrui o fluxo da água, comprometendo diretamente a eficiência da usina. Antes da intervenção, calculava-se que a obstrução mantinha a geração cerca de 1,0 Megawatt (MW) abaixo de sua capacidade nominal, que em condições plenas é de 5,9 MW. Em operação desde agosto de 2012, esta é a segunda grande intervenção de limpeza realizada no local nos últimos anos.

A limpeza não é um processo simples e exige mão de obra qualificada. O trabalho contou com a contratação de uma equipe de mergulhadores especializados, que realizaram o “resgate” do material depositado no fundo do canal e preso às grades, acondicionando-o em um cesto de extração. Este cesto, por sua vez, era içado por um guindaste para a destinação correta: o material orgânico permanece no terreno para decomposição natural, enquanto o resíduo inorgânico é encaminhado para descartes específicos, conforme sua composição.

O presidente da Ceriluz Geração, Valmir Elton Seifert, destacou a relevância estratégica da manutenção. “Essa era uma intervenção necessária, um cuidado que devemos ter com nossas usinas para garantir resultados efetivos à Cooperativa. Estamos buscando otimizar o que já temos em operação e extrair o máximo de eficiência antes de partirmos para novas obras”, afirmou Valmir.

Complementando a visão técnica, o engenheiro mecânico Giancarlo Dias alerta que, além da perda financeira pela queda na produção, o acúmulo de resíduos oferece riscos estruturais. “Por mais que as grades façam a proteção retendo o material pesado, sempre há o risco de detritos passarem e atingirem as turbinas. Isso pode causar danos ou desgastes aos equipamentos, exigindo paradas emergenciais e manutenções corretivas de alto custo. Também vale destacar que ainda há o risco da grade se curvar e ser tragada para dentro do túnel, ocasionando problemas ainda maiores”, explica Giancarlo.

A equipe responsável pelo serviço foi composta por três bombeiros mergulhadores de Pato Branco, Paraná, que se revezaram nas imersões. A limpeza na grade atingiu a profundidade de aproximadamente 10 metros.

Nos últimos dez anos a Ceriluz apresentou crescimento de consumo entre seus associados de 64,68%, passando dos 120,5 milhões de kWh consumidos em 2016 para 198,5 milhões/kWh em 2025. Comparando apenas os anos de 2024 e 2025, o crescimento foi de 4,34% na energia distribuída.

Esse avanço só é sustentável graças a investimentos feitos pela cooperativa que permite uma infraestrutura técnica capaz de atender esse crescimento de demanda, incluindo novas subestações, redes alimentadoras trifásicas, transformadores, bancadas de capacitores, reguladores de tensão, religadores automáticos de rede, entre outros.

Nesse sentido, o investimento em infraestrutura é constante. Em 2025, para se ter uma ideia, o montante aplicado na rede de distribuição somou R$ 28,31 milhões. Desse total, a Ceriluz aportou diretamente R$ 24,89 milhões, enquanto a participação dos associados em projetos de expansão somou R$ 3,41 milhões. Não estão incluídos nesses valores materiais e equipamentos usados em serviços emergenciais nas redes na ocorrência de temporais, apenas novos investimentos em expansão e melhorias.

Esses recursos foram destinados à modernização de redes alimentadoras e subestações — em especial a Subestação Ceriluz IV, em construção — garantindo que o sistema suporte a carga crescente, sem falhas.

Participação dos associados - Os associados também têm sua participação, não apenas exigindo mais energia para atender seus projetos, mas também entrando com aportes financeiros. Em 2025 foram R$3,41 milhões de reais investidos em contrapartida dos associados, em pedidos de novas ligações, especialmente para instalação de pivôs de irrigação, silos ou armazéns, que exigem uma capacidade maior de fornecimento de energia. Para compreender, a legislação vigente sobre o serviço de distribuição de energia determina que as distribuidoras, incluindo a Ceriluz, devem fazer a entrega da energia sempre no limite da propriedade com a via pública. O custo para a instalação da rede necessária para a entrega no empreendimento dentro da propriedade, quando nova, é de responsabilidade do consumidor de energia. Caso a rede pública também sofra melhorias para atender o pedido individual, também caberá ao empreendedor uma contrapartida.

Tarifas - Atualmente, a cooperativa aplica uma tarifa de R$ 0,55 por quilowatt-hora (kWh) para a modalidade Convencional (classes Rural e Residencial), valor que representa a 4ª menor tarifa de energia do Brasil. Considerando as distribuidoras de energia do Rio Grande do Sul, esse valor é o segundo menor.

A Ceriluz concluiu, no dia 21 de fevereiro, a instalação de um equipamento regulador de tensão, na comunidade de Assis Brasil, no município de Nova Ramada. O novo equipamento beneficiará aproximadamente 1.050 consumidores, atingindo não só associados de Nova Ramada, mas também de Chiapetta.

O regulador de tensão é um equipamento aplicado em redes de distribuição de Média Tensão (MT), com a finalidade de manter os níveis de tensão dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), conforme disposto no Módulo 8 do PRODIST (Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional), que padroniza as atividades técnicas de distribuição de energia no Brasil, vigentes desde 2022. Dessa forma, o novo equipamento assegura mais qualidade, estabilidade e continuidade no fornecimento de energia elétrica.

A instalação deste equipamento tem como principais objetivos:

  • Manter a tensão na faixa adequada (oscilação de ±5%, conforme regulamentação vigente);
  • Compensar quedas de tensão em alimentadores de grande extensão;
  • Melhorar os níveis de tensão nos horários de maior carregamento do sistema;
  • Reduzir ocorrências de subtensão e, consequentemente, reclamações de consumidores;
  • Contribuir para o atendimento aos indicadores de qualidade do produto (DRP e DRC*).

Esta nova bancada de reguladores soma-se às outras 22 já instaladas ao longo da rede de distribuição da CERILUZ, todas supervisionadas remotamente pelo Centro de Operação da Distribuição (COD) da cooperativa. Essa estrutura permite maior controle operacional do sistema elétrico, proporcionando mais estabilidade no fornecimento e melhoria contínua na qualidade da energia disponibilizada aos associados.

*DRP (Duração Relativa da transgressão de tensão Precária) e DRC (Duração Relativa da transgressão de tensão Crítica), são indicadores da ANEEL que medem o tempo em que a tensão elétrica fornecida ao consumidor está fora dos níveis adequados.

Iniciativa reuniu estudantes da Escola Dom Pedro I na localidade de Planchada para demonstração prática de preservação de nascentes e uso sustentável da água.

O Projeto Água Viva iniciou suas atividades de 2026 na última quarta-feira (25), com uma ação que uniu preservação ambiental e educação. A iniciativa, que atua na recuperação de fontes degradadas e no plantio de mudas nativas, levou estudantes do 7º, 8º e 9º anos da Escola Dom Pedro I para uma visita técnica na comunidade de Planchada, interior de Nova Ramada.

O grupo visitou a propriedade do associado Sílvio Bandeira, onde conheceu uma fonte drenada que abastece três famílias e um abastecedouro comunitário para pulverizadores. Durante a atividade, representantes da Ceriluz reforçaram a importância da água para o consumo, a produção de alimentos e a geração de energia. Já extensionistas da Emater demonstraram, através de uma maquete, o funcionamento do modelo Caxambu — sistema que permite o uso da água sem causar impactos negativos aos nascedouros.

A ação contou ainda com a participação da fiscal ambiental da prefeitura, Maria Aline Zanetti, que orientou sobre o uso correto de reservatórios para pulverizadores do município e o consequente descarte de embalagens de defensivos. A atividade deu continuidade ao trabalho iniciado em 2025 com palestras teóricas, permitindo que os alunos visualizassem na prática a importância das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Para este ano, o Projeto Água Viva seguirá visitando novas escolas da região e mantém abertas as inscrições para associados que desejam proteger nascentes em suas propriedades com o apoio da cooperativa.

Com um trabalho contínuo de gestão ambiental, a Ceriluz vem alcançando números expressivos no que diz respeito a áreas de preservação e recuperação vegetal. Hoje, já são 238,2 hectares de áreas preservadas — entre Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reposição Florestal Obrigatória (RFO) — e um total que ultrapassa as 155 mil mudas de árvores nativas plantadas em iniciativas de recuperação.

Essas áreas são resultado do trabalho de recuperação exigido para compensação dos impactos gerados pela construção das usinas — que obedecem a licenças individuais —, mas também da reposição de árvores cortadas a partir da condução ou supressão nas áreas de segurança das redes de distribuição de energia. Com mais de 4,6 mil quilômetros de redes geridas pela Ceriluz, é necessário fazer o manejo sob os cabos para prevenir danos durante temporais. Para isso, a cooperativa segue as diretrizes estabelecidas pela Licença Única nº 01578/2024.

Participação dos associados

Além da compra de áreas nativas ou para plantio visando a reposição, a Ceriluz também desenvolve o Projeto Água Viva em parceria com associados que cedem áreas de preservação, especialmente em locais onde há nascentes de água em degradação. Por meio desse projeto, já foram plantadas mais de 18 mil mudas nativas em aproximadamente 12 hectares.

“Essas áreas se somam e a gente percebe a grandiosidade do que já alcançamos no sentido de manter essas áreas vivas. São locais onde a vida animal, aves, insetos, microrganismos, enfim, toda a natureza encontra o seu lugar para se desenvolver e, junto com o ser humano, formar esse grande equilíbrio que é o nosso planeta”, comenta Romeu Ângelo de Jesus, coordenador do Projeto Água Viva.

Esses números podem aumentar ainda mais, inclusive com a participação direta dos associados. Aqueles que possuírem áreas de nascentes desprotegidas podem entrar em contato com a cooperativa para integrar o Projeto Água Viva. Nestes casos, os associados disponibilizam a área e a Ceriluz fornece as mudas e realiza o plantio.