As equipes da Ceriluz e terceirizadas deram mais um importante passo na continuidade da obra da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Linha Onze, em andamento no município de Coronel Barros. Está praticamente finalizada a abertura dos canais de adução e fuga, permitindo assim o início dos preparativos para a perfuração do túnel adutor. No momento está sendo realizado o chamado “Bate Choco” nos espelhos do túnel, ou seja, a verificação se há ou não rochas soltas no emboque e desemboque do túnel que podem oferecer riscos de desabamento. Após a retirada das rochas soltas é feita uma concretagem minimizando riscos para as equipes que irão trabalhar na perfuração do túnel.
Esse trabalho está sendo realizado pela empresa Pedra Branca, do Paraná, que também será responsável pela perfuração de todo o túnel, e que já perfurou os demais túneis das outras usinas da Cooperativa. A previsão é que a abertura do túnel, que é feito a partir de diversas detonações sequenciais, tenha início na segunda quinzena desse mês de novembro. Ele está entre os maiores desafios do empreendimento, por ter uma extensão de 2,9 mil metros, com 12 metros de largura e 7,45 metros de altura, com previsão de ser finalizado em 14 meses. Para isso serão duas frentes de trabalho atuando 24h/dia, nos dois sentidos - emboque/desemboque e desemboque/emboque – que devem se encontrar ao final das escavações. Até o momento calcula-se a retirada de 139,6 mil metros cúbicos de rocha do terreno, apenas nas escavações a céu aberto. Para a perfuração do túnel está prevista a retirada de mais 231,7 mil metros cúbicos de rocha.
Paralelo a esse trabalho já está em construção a barragem da usina. O projeto prevê sua construção em blocos, 16 no total, dos quais seis já estão em construção, três na margem seca do rio e outros três no leito, sendo que estes últimos já estão adiantados. Até o final desse ano a previsão é de estar com sete blocos finalizados. Junto ao corpo da barragem também foi iniciada nessa semana a construção civil da comporta de fundos.
Essa usina terá uma capacidade instalada de 23,6 Megawatts, sendo que para atingir a potência projetada será construída uma barragem de 6,48 metros de altura, que deve gerar um reservatório de 42 hectares, no leito do rio em sua maior parte.



Para o presidente da WMF Energy, Alexandre da Rosa, que esteve em visita à Ceriluz e às usinas contempladas, nos dias 06 e 07 de outubro, a Ceriluz compreendeu o mercado dessa commoditie e a converteu em uma estratégia de negócio. “A Ceriluz, a partir do momento em que estes dois projetos de geração de energia foram listados na ONU, adquiriu uma vantagem competitiva frente a qualquer companhia de energia que tenha suas emissões declaradamente evitadas”, complementa. Ele explica que o processo de habilitação de um empreendimento para venda de créditos de carbono envolve várias etapas onde, em cada uma, é preciso obedecer regras rígidas pré-estabelecidas. O trabalho de habilitação dos projetos da Ceriluz já se encontra em estágio final, de preparação dos créditos para a venda. A expectativa é que os primeiros resultados financeiros sejam percebidos no início de 2023.



“É um projeto que tem uma característica muito importante ao aliar a missão do banco em apoiar o desenvolvimento econômico do nosso estado e, ao mesmo tempo, reforça nosso compromisso com a agenda da sustentabilidade. Estamos efetivamente deixando um legado”, frisou Vivian (foto). O projeto da Linha Onze Oeste já conta desde abril deste ano com a Licença de Instalação (LI) emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam).