A retomada das chuvas nos últimos dias trouxe alento para a região e a expectativa de que a longa estiagem esteja superada. Para a geração de energia, no entanto, a necessidade de precipitações ainda é grande. Os índices pluviométricos registrados possibilitaram o aumento do nível dos principais rios onde estão as usinas da Ceriluz e permitiram a retomada da geração em patamares dentro da normalidade. Contudo, para que haja a normalização plena é preciso que a ocorrência das chuvas se estabilize no longo prazo, permitindo assim a retomada do nível dos rios, que vem muito abaixo há bastante tempo.

JB Chuvas 1Em entrevista ao Informativo Ceriluz Além da Energia da última semana o presidente da Ceriluz Geração, Iloir de Pauli, mencionou trinta e seis meses de baixas precipitações. Além de prejudicar a geração nas usinas já em operação a situação está impossibilitando a operação comercial da CGH Augusto Pestana, concluída no rio Conceição. “De fato, nós estamos passando por uma dificuldade na geração de energia. A Ceriluz jamais enfrentou três anos seguidos nessa situação, mas a Cooperativa também criou uma estrutura [...] de forma que, apesar de não termos a geração própria, estarmos cumprindo todos os contratos que temos para fornecimento de energia”, afirmou Iloir, na entrevista. E ele salientou: “A ceriluz continua investindo em usinas porque sabe que depois do período da crise hídrica, teremos as nossas usinas em funcionamento, trazendo resultado, para que possamos continuar a levar benefícios aos nossos associados”.

Além dos projetos de hidrelétricas, em andamento, o presidente ainda abordou a possibilidade de investimentos em novas matrizes energéticas - especialmente a solar - de forma consorciada com a geração hídrica das Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Mantendo-se o limite desses projetos em 05 Megawatts (MW), essa energia pode ser injetada no sistema como Geração Distribuída (GD), diminuindo custos, e aproveitando seus resultados na melhoria das tarifas de energia.   

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O presidente da Ceriluz Geração, Iloir de Pauli, participou do informativo Ceriluz Além da Energia dessa semana (05.05.2023) onde, em entrevista, falou sobre o diagnóstico de câncer nas vias biliares que recebeu no mês de agosto de 2022 e sobre sua batalha contra a doença. Com o câncer superado, fez um agradecimento especial para sua família e a todos que, sabendo de seu problema, oraram pela recuperação da sua saúde. “Eu me preparei para enfrentar essa doença, busquei ajuda psicológica, principalmente, porque só percebemos o quanto esse momento é difícil quando acontece com a gente. Graças a Deus correu tudo bem [...] e hoje eu quero agradecer aos associados e colaboradores da Ceriluz, e principalmente a minha família, a todos aqueles que rezaram para que eu tivesse uma plena recuperação, afinal, isso é muito importante num momento como esse”, afirmou Iloir. “Eu pedi a Deus uma nova chance de ter mais um período nessa vida, recebi essa nova oportunidade e hoje estou aqui, curado, e pronto para continuar esse trabalho de praticamente 50 anos dentro da Ceriluz”, salientou.

Após o diagnóstico o presidente realizou seis sessões de quimioterapia coordenadas pelo médico Edilson Walter, em Ijuí, e no dia 06 de dezembro fez cirurgia em Porto Alegre com o médico oncologista Antônio Calil, fazendo a substituição das vias biliares comprometidas. Após isso, foram outras seis sessões de quimioterapia até receber alta no dia 19 de abril.

Apesar do período de resguardo, o presidente Iloir seguiu acompanhando o trabalho nas cooperativas e empresas do Grupo Ceriluz. Entre os focos do presidente, as obras da PCH Linha Onze e da CGH Augusto Pestana. Na entrevista, Iloir aproveitou para fazer uma atualização desses empreendimentos, falou da escassez hídrica e seu impacto na geração de energia, além dos estudos para geração de energia a partir de fontes renováveis (solar e hídrica), de forma consorciada.

Ouça o Informativo com a entrevista completa AQUI.

A Ceriluz realizou na manhã de sexta-feira, 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, um encontro com colaboradores da Cooperativa, denominado de Café do Trabalhador, em seu auditório, na sua sede, em Ijuí. O evento serviu para comemorar também a passagem do Dia do Trabalhador que será celebrado nessa segunda-feira, dia 01 de maio. Além do café da manhã coletivo, onde cada funcionário deu sua contribuição, o evento contou com a abertura do presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli, e com a palestra “Feliz do seu jeito”, ministrada pela coach, Ângela Alessio, de Cruz Alta.

O presidente Guilherme comentou a importância de os trabalhadores estarem se sentindo bem no ambiente de trabalho para a execução de suas tarefas. “O bem estar de cada um de nossos colaboradores tem reflexo em sua vida pessoal e profissional. Um funcionário bem consigo mesmo e com o colega representa um serviço bem executado, com segurança e eficiência, com reflexos para o associado. Por isso estamos aqui hoje, para aprendermos a conviver com as diferenças e proporcionar que elas sejam nossa força, e não uma fraqueza”, afirmou Guilherme.

A palestrante Ângela Alessio reforçou que pessoas felizes com seu trabalho atuam de forma mais segura, minimizando riscos e contribuindo mais com os resultados da empresa. “O trabalho que a gente realizou hoje não foi para a cooperativa Ceriluz, mas para o indivíduo. Para a empresa ter trabalhadores que deem retorno em produtividade, ela precisa ter pessoas felizes. A empresa que quer ter um time vencedor, que quer crescer com seu time, vai investir na qualidade de vida das pessoas e, se possível, também das famílias”, comentou Ângela.

De acordo com a palestrante, pessoas que trabalham em bom estado emocional, diminuem em até 50% os riscos de acidentes, o que é fundamental na Ceriluz, cooperativa que desempenha atividades complexas, na geração e distribuição de energia elétrica e também de internet. Para receber mais informações como essas ouça o Informativo Ceriluz dessa semana, onde apresentamos uma entrevista completa com a palestrante. Post logo em seguida.

Chegaram na manhã desta quinta-feira, 20 de abril, os três primeiros turbogeradores submersos - ou Usinas Compactas de Hidrogeração Anfíbia (UCHA) - fornecidas pela empresa Higra Industrial, de São Leopoldo/RS, para serem instaladas anexas à barragem da PCH Linha Onze Oeste, em construção no município de Coronel Barros. Inicialmente estes equipamentos foram descarregados no pátio da sede administrativa da Ceriluz, em Ijuí, estando expostos para associados e visitantes no local, devendo ser encaminhados posteriormente para a obra da usina, a partir de sua evolução.

São os primeiros turbogeradores de um total de 10 adquiridos da empresa Higra Industrial, para serem utilizados em dois projetos da Cooperativa, totalizando a geração de 2,0 MW apenas com essas máquinas. Serão quatro máquinas utilizados na PCH Linha Onze Oeste e seis nas futuras instalações da CGH Ponte Nova, que recebeu Licença de Instalação (LI) no último mês de fevereiro. Esses equipamentos têm um custo menor de instalação em relação aos grupos geradores convencionais, pois eliminam a necessidade de construção de casas de máquinas.

Os turbogeradores são equipamentos integrados, que incluem em seu corpo gerador elétrico e turbina e que são adaptados para efetiva geração de energia em locais de pouco volume de água e pequenas quedas. Eles podem trabalhar tanto dentro quanto fora da água, o que simplifica muito a instalação e reduz custos, já que não exigem obras complexas. O gerador elétrico é do tipo submerso molhado, sendo refrigerado pelo próprio fluido que passa pela máquina. O sistema oferecido pela Higra pode ser utilizado em reservatórios e barragens, ou em quedas naturais de rios, onde através de um conduto fechado é possível aproveitar o desnível geométrico existente para a geração de energia.

A Ceriluz lançou na tarde dessa terça-feira, 18 de abril, mais uma etapa do PROJETO ÁGUA VIVA – Proteção de Nascentes, que nesse ano vai focar na Educação Ambiental, inserindo escolas da região na proposta. Nos anos 2021 e 2022 a Cooperativa reuniu uma rede de produtores rurais, associados da Cooperativa, e promoveu ações de recuperação e proteção das vertentes. No período foram adotadas oito nascentes e realizado o plantio de mais de 10,8 mil mudas nativas Áreas de Preservação Permanentes (APPs). Além disso, em parceria com a Unijuí e estudantes do curso de mestrado em Sustentabilidade Ambiental, aconteceu o acompanhamento da qualidade da água dessas fontes de água.

Mais do que apenas fazer a proteção das vertentes, contudo, a Ceriluz quer estimular outras pessoas e entidades a adotarem uma postura de conservação da água, implantando por conta própria medidas de proteção de nascentes em suas propriedades e tem nas escolas da região importantes agentes para alcançar esse objetivo. Com essa intenção reuniu professores, diretores e coordenadores de educação para apresentar a proposta. Nesse primeiro ano foram convidadas a participar as escolas Souza Lobo, de Ijuí, Miguel Burnier, de Coronel Barros, e Dr. Pestana, Miguel Couto e Rocha Pombo, de Augusto Pestana. Estas foram escolhidas inicialmente pela sua localização, próximas às obras das usinas CGH Augusto Pestana e PCH Linha Onze Oeste.  

Lanamento professores 10Por meio do Projeto Água Viva a Ceriluz vai promover palestras nessas escolas sobre a necessidade da preservação das nascentes, pensando nelas como essenciais para abastecimento de cidades, para a agricultura e para a geração de energia, vital para a sobrevivência de humanos, animais e plantas; vai oportunizar visitas orientadas em nascentes recuperadas, orientando alunos e professores sobre as técnicas adotadas e a importância da implantação de uma vegetação protetora em APPs; visitas orientadas nas usinas da Ceriluz, permitindo que os estudantes contemplem atividades práticas que utilizam a água e, principalmente, propôs o desafio para as próprias escolas adotarem uma nascente em sua comunidade, recuperando-a e a consolidando como espaço pedagógico para os estudantes. A Ceriluz contribuirá com suporte técnico e doação de mudas nessa ação de recuperação das APPs.

Estas ações culminarão em uma Feira de Conhecimento, em novembro, na PCH Ijuí Centenária, em Ijuí, onde todas as escolas apresentarão umas às outras suas experiências ambientais e alunos da Unijuí disponibilizarão estações de pesquisa, permitindo a visualização das características físicas, químicas e naturais das águas de nascentes, com destaque para as diferenças entre as preservadas e não preservadas.

A Ceriluz sediou nessa semana, mais precisamente na quarta e quinta-feira, dias 12 e 13 de abril, mais um encontro do Programa de Padronização Fecoergs - Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande Sul, cujo objetivo principal é unificar os métodos de trabalho das cooperativas que integram o sistema. A abertura do evento, na quarta-feira, contou com a participação do presidente da Ceriluz Distribuição, Guilherme Schmidt de Pauli.

O foco dos encontros está no planejamento das atividades técnicas das cooperativas para as áreas de engenharia e segurança na construção e manutenção de redes. Deste modo participaram técnicos e engenheiros eletricistas e de segurança do trabalho de dez cooperativas filiadas à Federação. O trabalho se volta a adequar as atividades desenvolvidas pelas cooperativas, atendendo às normativas técnicas dos órgãos reguladores do setor, mas também a unificar as atividades entre as cooperativas.

Entre os temas discutidos ao longo desses dois dias de trabalho estiveram a revisão dos procedimentos de Linha Viva (equipes que atuam com a rede energizada); a digitalização de processos e documentos relacionados as atividades dos eletricistas; a execução de treinamentos técnicos; a atualização da documentação técnica básica, como os Regulamentos de Instalações Consumidoras (RIC-MT e RIC-BT); a avaliação de pontos de atenção relacionados aos procedimentos para conexão de micro e minigeração distribuída e a revisão dos procedimentos de trabalho e orientações técnicas na área de segurança, entre outros.

O Programa de Padronização da Fecoergs está completando vinte anos de existência neste ano. Desde seu início em outubro de 2003 já foram elaborados mais de 400 documentos com procedimentos seguidos pelas 15 cooperativas de distribuição de energia filiadas à federação. A padronização também permitiu a implantação do Plano de Contingenciamento de Redes do Sistema Fecoergs, para fazer frente, de forma cooperativada, às intempéries que atingem os sistemas de distribuição de energia das cooperativas. Com procedimentos operacionais comuns a todas as cooperativas elas podem se ajudar com envio de equipes de trabalho quando ocorrem dias atípicos e de contingência, com sérios danos aos seus sistemas de redes.