Estamos no verão, com altíssimas temperaturas, no mês de janeiro, tradicionalmente período de férias onde a população busca por descanso e lazer. Assim, especialmente considerando o calor atual, a praia e a piscina acabam sendo uma excelente alternativa para se refrescar. Porém, nem sempre é possível viajar ao litoral, nem ter piscina em casa ou fazer uma temporada em um clube, e muitas vezes, lagos e rios acabam se tornando uma alternativa acessível, contudo, um tanto perigosa, especialmente quando se está perto de usinas hidrelétricas.
A Ceriluz vem registrando a circulação de pessoas próximas as áreas de suas usinas para a realização de diversas atividades, desde a prática do banho, esportivas, náuticas e pesca, ou outras ainda mais suspeitas. Independente da atividade, todas elas são ilegais a uma distância de no mínimo 1.500 metros de qualquer estrutura física de usinas, especialmente nesse período em que registramos em nossos rios a ocorrência do Período da Piracema, de reprodução dos peixes. O acesso a área das usinas é totalmente proibido sem autorização prévia da Ceriluz, obviamente, por tratar-se de área privada.
Visando inibir esse tipo de atividade a Cooperativa possui câmeras de segurança em todas as suas usinas, para justamente controlar esse fluxo de pessoas nesses locais. Essas imagens são acompanhadas 24 horas por dia, pelas equipes da Central de Operação da Geração (COG), em sua sede administrativa, em Ijuí, e havendo qualquer atitude ilegal ou suspeita as autoridades policiais são comunicadas, inclusive, com acesso às imagens, se necessário. Nesse verão já foram realizadas abordagens policiais de pessoas que se aproximaram da barragem ou tentaram acessar a área da usina sem autorização.
A Ceriluz solicita que essas regras sejam respeitadas. Há placas de sinalização indicando esses limites. Não apenas por uma questão de legislação vigente, mas principalmente, para a segurança de todos. Áreas de usinas oferecem riscos especialmente pela variação da profundidade e correnteza das águas. Além da profundidade registrada nos lagos das barragens e riscos de tombamento de embarcações, a variação da geração ou mesmo algumas manobras nos vertedouros de usinas hidrelétricas podem causar o aumento súbito do nível e da correnteza do rio nas áreas próximas às barragens, possibilitando o arrasto de banhistas e o afogamento.







O grupo gerador da CGH Augusto Pestana apresenta uma característica específica em relação às demais usinas da Ceriluz. A turbina e o gerador constituem um equipamento unificado, que ficarão submersos e envelopados em concreto. Essa última concretagem será realizada nos próximos dias, logo após a conclusão da instalação. Paralelo a isso está em construção da subestação elevadora de tensão, de 2,3 KVA para 23 KVA, além do sistema de geração e quadros de comando. A previsão dos engenheiros é que a usina entre em operação no mês de janeiro, inicialmente em testes, e definitivamente em fevereiro, no sistema de Geração Distribuída, totalizando exato um ano de instalação.