Chegou nessa semana, mais precisamente na quarta-feira, dia 07 de dezembro, o grupo gerador da Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Augusto Pestana. O conjunto é composto por distribuidor, turbina e gerador. Logo após a chegada, com uso de um guindaste, todos os equipamentos foram baixados de forma individualizada para dentro da estrutura da Casa de Máquinas, já sendo montados no local definitivo, trabalho que deve se estender até terça-feira, dia 13. Esse trabalho de montagem do equipamento é feito pela equipe das empresas Hacker Industrial e Automatic, fornecedoras do grupo gerador, que serão responsáveis também, posteriormente, pelo processo de comissionamento da parte mecânica e de automação da usina, o que deve acontecer em janeiro, antes da operação comercial.
O grupo gerador da CGH Augusto Pestana apresenta uma característica específica em relação às demais usinas da Ceriluz. A turbina e o gerador constituem um equipamento unificado, que ficarão submersos e envelopados em concreto. Essa última concretagem será realizada nos próximos dias, logo após a conclusão da instalação. Paralelo a isso está em construção da subestação elevadora de tensão, de 2,3 KVA para 23 KVA, além do sistema de geração e quadros de comando. A previsão dos engenheiros é que a usina entre em operação no mês de janeiro, inicialmente em testes, e definitivamente em fevereiro, no sistema de Geração Distribuída, totalizando exato um ano de instalação.
A CGH Augusto Pestana fica localizada no Distrito de Arroio Bonito, no rio Conceição, nos fundos do Parque de Exposições Alfredo Schimidt, no município que lhe dá nome. A CGH tem uma barragem de 100 metros de largura e 4,2 metros de altura. Ela contará com uma turbina com capacidade para 30m³/s, e um gerador de 1,4 MW. Essa capacidade instalada será possível a partir de uma queda de seis metros, entre o ponto de coleta da água na barragem e o ponto da turbina hidráulica.



“Muito importante estarmos aqui hoje apresentando para a comunidade de Coronel Barros o andamento desse importante projeto. Com certeza é um empreendimento que chama a atenção de todos e gera muita curiosidade pelo seu porte, então, hoje, queremos mostrar um pouquinho do que ela representa para a Ceriluz e para Coronel Barros”, afirmou Guilherme. O presidente destacou ainda o crescimento da geração de energia da Cooperativa nos últimos anos, especialmente a partir do início desse século, o que representou a melhora da qualidade da energia, com reflexos diretos no atendimento aos associados, colocando a Ceriluz entre as melhores distribuidoras do país.


Para o presidente da WMF Energy, Alexandre da Rosa, que esteve em visita à Ceriluz e às usinas contempladas, nos dias 06 e 07 de outubro, a Ceriluz compreendeu o mercado dessa commoditie e a converteu em uma estratégia de negócio. “A Ceriluz, a partir do momento em que estes dois projetos de geração de energia foram listados na ONU, adquiriu uma vantagem competitiva frente a qualquer companhia de energia que tenha suas emissões declaradamente evitadas”, complementa. Ele explica que o processo de habilitação de um empreendimento para venda de créditos de carbono envolve várias etapas onde, em cada uma, é preciso obedecer regras rígidas pré-estabelecidas. O trabalho de habilitação dos projetos da Ceriluz já se encontra em estágio final, de preparação dos créditos para a venda. A expectativa é que os primeiros resultados financeiros sejam percebidos no início de 2023.