A Cooperativa quer reforçar a relação com seus associados Grupo A, reavaliando valores de venda de energia, ao mesmo tempo que buscará consumidores de todo o Brasil. Inserção nesse mercado é possível a partir da Ceriluz Geração e a energia gerada em suas usinas.
A Ceriluz está oportunizando aos seus associados classificados como Grupo A (Alta Tensão) - e também não associados – firmarem contratos de compra de energia a partir das novas regras do chamado Mercado Livre de Energia. Em setembro de 2022 o governo federal publicou uma portaria que permite a migração dos consumidores ligados em Alta Tensão para o Mercado Livre, onde todos os consumidores denominados de Grupo A poderão escolher de qual comercializador ou gerador comprarão sua energia. A ceriluz quer ser a primeira opção, especialmente entre seus associados. “O mercado Livre de Energia é um novo desafio aqui dentro da Ceriluz, mas que a gente está encarrando também como uma grande oportunidade de negócio, pois vai permitir à Cooperativa rever valores com seus associados, ao mesmo tempo que cativar outros consumidores dentro desse mercado”, avalia Fernando Mülhlbeier Wielens, gerente administrativo da Ceriluz.
A Cooperativa de Geração de Energia e Desenvolvimento Social Ltda. – Ceriluz Geração está habilitada a comercializar energia elétrica com qualquer consumidor Grupo A do Brasil, porém, cada situação precisa ser vista individualmente. Apesar de as novas regras de ingresso no Mercado Livre preconizaram janeiro de 2024 como data início, cada consumidor de Alta Tensão possui contratos estabelecidos junto ao seu fornecedor atual. E esse contrato precisa ser cumprido, sob risco de penalizações. “O consumidor Grupo A assinou dois contratos com a distribuidora. O de uso do sistema, que permanece o mesmo, e o contrato de compra de energia regulada, que tem vigência de doze meses. Então cada caso precisa ser estudado, porque dependendo da data o consumidor vai precisar esperar no mínimo 180 dias para fazer essa migração, cumprindo o prazo contratual vigente”, explica Fernando.
A compra de energia pelo mercado livre permite aos consumidores buscarem vantagens econômicas, visto que eles podem optar por tarifas mais acessíveis, possibilitando redução no custo da energia. Por isso, Fernando solicita que qualquer consumidor do Grupo A, associado da Ceriluz ou não, procure a Cooperativa para entender esse mercado e ver as possibilidades de negociação. “Salientamos a todos que estão pensando em migrar ou querem mais informações, que nos procurem. No caso dos associados já temos seu histórico e podemos fazer uma simulação. Aqueles consumidores que não são associados também nos procurem. Com base em suas informações vamos traçar seu perfil de consumo e definir uma proposta para venda de energia”, orienta o gerente administrativo.
A possibilidade de compra de energia no Mercado Livre existe no Brasil desde 1998, mas as regras para migração restringiam a contratação para grandes consumidores, com demanda acima 1.000 quilowatts (kW), ou 500 kW no caso de fontes renováveis. Essa compra de energia se refere exclusivamente a Energia Elétrica, sendo que o serviço de distribuição de energia segue sendo prestado pela distribuidora local, detentora da concessão de distribuição na área onde o consumidor se insere.



O relé desempenha um papel crucial na identificação de defeitos no módulo do transformador e sua imediata proteção, evitando danos significativos. A queima de um dos transformadores poderia comprometer o abastecimento de energia, considerando que o transformador restante pode não suportar a demanda de energia das unidades consumidoras conectadas. A Subestação, em operação desde julho de 2015, atualmente opera com uma potência de 22,5 Megavolt-ampére (MVA) - divididos em dois transformadores, um de 12,5 MVA e outro de 10 MVA – e desempenha um papel crucial no fornecimento de energia para mais de duas mil famílias em Santo Augusto, Chiapetta, Nova Ramada, Inhacorá e outros municípios próximos. A região, predominantemente rural, é caracterizada por propriedades que utilizam sistemas de pivôs de irrigação central, demandando uma oferta consistente de energia, especialmente durante o verão. A ocorrência de um dano em um dos transformadores exigiria manobras para garantir o abastecimento, até a instalação de um transformador reserva ou mesmo a manutenção do original. Quando entrou em operação a Subestação tinha uma potência instalada de 10 MVA, carga que já foi ampliada em duas oportunidades, até chegar aos atuais 22,5 MVA.


